sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Países Desenvolvidos do Norte (I) e (II): Europa


Países Desenvolvidos do Norte (I)


Características Gerais dos Países Desenvolvidos 



  Para compreendermos melhor as condições que definem um país desenvolvido, devemos analisar seus dados referentes a economia, como o PIB e o IDH, tendo em vista que já foram estudados nesse Portfólio.

 O que marca esses países, define são os dados referentes a economia que integram: a produção industrial significativa; investimentos maciços em pesquisa e tecnologia; setor de serviços dinâmicos; desenvolvimento agropecuário apoiado em tecnologias avançadas e índices sociais elevados.
 Embora pareça que essas nações sejam homogêneas, existem diferenças. Exemplos: alguns países apresentam um PIB mediano e são portadores de índices sociais elevados.  Essas diferenças decorrem de varios fatores diretamente relacionados à produção economica de cada país e entre outros.



Estado de Bem-Estar social (Welfare State)


 Uma politica desenvolvida pelo presidente Roosevelt diante da Grande Depressão de 1929 e prossupunha direitos ao individuo, desde o nascimento até a morte, a um conjunto de bens e serviços. Após a Segunda Guerra Mundial essa politica se estendeu para os países da Eueropa Ocidental. Exemplos desses serviços: Belgica adotou o Bolsa-Salario; Inglaterra adotou o Saúde da Mulher e a Suiça a Educação das Crianças.

 Vamos estudar alguns aspectos das nações que foram o bloco dos países desenvolvidos do "Norte". 


America Anglo-Saxônica


                                     

                                       Mapa da América-Anglo-Saxônica

 É formada pelos EUA e Canadá e consiste numa região que apresenta aspectos comuns em relação as características historicas economicas e culturais. Possuem cerca de 340 milhoes de habitantes em um território de 20 milhoes de quilometros quadrados de área.


 Alguns geógrafos e pesquisadores não aceitam a inclusão de países da América do Sul e Caribe como países anglo-saxônicos, somente os EUA e Canadá por terem um elo mais enraizado com a influência cultural inglesa.
 Numa visão geral, a América é , culturalmente, compreendida em América Latina (espanhola, portuguesa e francesa) e América Anglo-Saxônica (cuja língua deriva do anglo-saxão). Os países anglo-saxões foram colonizados pela Inglaterra , cuja religião predominante foi a protestante e a ascendência étnica, europeia, mas com a inserção da afrodescendência  por meio da escravidão aplicada nesses países.
 Os maiores países anglo-saxões das Américas são os EUA e o Canadá, considerando os aspectos de extensão territorial, economia e estrutura política. Nesses dois países, em nível de aspectos físico-naturais, o clima temperado continental e oceânico, estando o Canadá nos limites entre o polar e o subpolar.
 A vegetação predominante é a floresta temperada já muito devastada, com ocorrência de florestas boreais e tundra no norte do Canadá; e pradaria, pântanos e desertos nas planícies centrais e no sul do continente norte-americano.
 Em nível político, os EUA, tradicionalmente, interfere e intermedia conflitos e questões diplomáticas internacionais para garantir o seu interesse e o interesse de parcerias econômicas.
A partir do século, os EUA conseguiram fortalecer suas bases econômicas e e financeiras, sendo o país mais produtivo e rico do mundo, apesar da crise econômica sofrida pelo país a partir de 2008, os EUA ainda possuem estruturas econômicas significativas, representadas pelos seus investimentos no mundo, empresas transnacionais, fortes parques industriais e centros de tecnologia.
 No Canadá, muitas empresas dependem de parcerias com as norte-americanas, predomina no país indústrias do setor automotivo, alimentos e aeronáutico.


Nações desenvolvidas do Pacífico


Japão

 É um país insular da Ásia Oriental. Localizado no Oceano Pacífico, a leste do Mar do Japão, da República Popular da China, da Coreia do Norte, da Coreia do Sul e da Rússia, se estendendo do Mar de Okhotsk, no norte, ao Mar da China Oriental e Taiwan, ao sul. Os caracteres que compõem seu nome significam "origem do Sol", razão pela qual o Japão é às vezes identificado como a "Terra do Sol Nascente".
O país é um arquipélago de 6 852 ilhas, cujas quatro maiores são Honshu, Hokkaido, Kyushu e Shikoku, representando em conjunto 97% da área terrestre nacional. A maior parte das ilhas é montanhosa, com muitos vulcões como, por exemplo, o pico mais alto japonês, o Monte Fuji. O Japão possui a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de habitantes. A Região Metropolitana de Tóquio, que inclui a capital de facto de Tóquio e várias prefeituras adjacentes, é a maior área metropolitana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes.
Pesquisas arqueológicas indicam que humanos já viviam nas ilhas japonesas no período Paleolítico Superior. A primeira menção escrita do Japão começa com uma breve aparição em textos históricos chineses do século I d.C. A influência do resto do mundo seguida por longos períodos de isolamento tem caracterizado a história do país. Desde a sua constituição em 1947, o Japão se manteve como uma monarquia constitucional unitária com um imperador e um parlamento eleito, a Dieta.
Como grande potência econômica, possui a terceira maior economia do mundo em PIB nominal e a terceira maior em poder de compra. É também o quarto maior exportador e o sexto maior importador do mundo, além de ser o único país asiático membro do G8. O país mantém uma força de segurança moderna e ampla, utilizada para auto-defesa e para funções de manutenção da paz. O Japão possui umpadrão de vida muito alto (12º maior IDH), com a maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a terceira menor taxa de mortalidade infantil. O país também faz parte do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundomais a União Europeia. 

DADOS PRINCIPAIS

ÁREA: 372.819 km²
CAPITAL DO JAPÃO: Tóquio
POPULAÇÃO: 127,9 milhões (estimativa 2011)
MOEDA DO JAPÃO: iene
NOME OFICIAL
: Japão ( Nippon )
NACIONALIDADE: japonesa
DATA NACIONAL11 de fevereiro (fundação do país); 23 de dezembro (aniversário do imperador).
 Selo Imperial do Japão

GEOGRAFIA DO JAPÃO:
MAPA DO JAPÃO
LOCALIZAÇÃO: leste da Ásia
FUSO HORÁRIO:  + 12 horas em relação à Brasília
CLIMA DO JAPÃO
 : temperado continental (Norte) e subtropical (Sul)
CIDADES DO JAPÃO (PRINCIPAIS)
:  Tóquio, Osaka; Yokohama, Nagoya, Sapporo, Kyoto, Kobe. 
COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO:
 japoneses 98,5%, coreanos 0,5% , chineses 0,4% outros 0,6% (dados de 2004)
IDIOMAS: japonês (oficial)
RELIGIÃO:  xintoísmo (83,9%), budismo (71,4%), cristianismo (2%), outras (7,8%) - * o total excede 100% porque muitos japoneses seguem o xintoísmo e o budismo. (ano de 2005)
DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 337 hab./km2
CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 0,2% ao ano (1995 a 2000).
TAXA DE ANALFABETISMO: 1%
IDH: 0,901 (Pnud 2011) - desenvolvimento humano muito alto
GINI: 37.6 (ano de 2008)
ECONOMIA DO JAPÃO:
PIB: 
US$ 4,31 trilhões (estimativa 2010)
PIB per Capita (Renda per Capita): US$ 34.000 (estimativa 2010)
Produtos Agrícolas:
  arroz, batata, repolho, beterraba, frutas cítricas.
Pecuária: bovinos, suínos, aves
Mineração: calcário, enxofre, asfalto natural.
Indústria japonesa : 
máquinas, equipamentos de transporte, produtos eletroeletrônicos, siderúrgica (aço e ferro).




Curiosidades sobre o Japão…

  •  No Japão, as estações do ano claramente marcadas e as suas mudanças sempre foram temas importantes para os poetas e pintores japoneses. O clima vai do subtropical em Okinawa ao subártico nas ilhas Curilas.

  • O Monte Fuji é um dos símbolos nacionais do Japão e a sua montanha mais alta tem 3776 metros de altitude. Este monte é um vulcão activo que, segundo a história registada, já entrou 18 vezes em erupção. A última vez foi em 1707. Em dias de boa visibilidade pode ser avistado de uma distância de 150 quilómetros!

  •  Sabias que foi com os seus vizinhos chineses que o Japão aprendeu a cultivar o arroz?

  •  Sabias que no Japão… existe um túmulo em forma de buraco de fechadura?... Este túmulo foi construído para o lendário imperador Nintoku, por volta do ano 400. Tem quase 500 metros de comprimento e é rodeado por três valas de água.

  •  O Grande Buda, em Nara, foi construído no século VII. Tem 16,2 metros de altura e é a maior estátua de metal fundido que existe no mundo!

  •  As Rochas Casadas, em Futamigaura, na Baía de Ise, são simbólicas para os seguidores do Xintoísmo porque as pessoas pensam que elas abrigaram os deuses Izanagi e Izanami, os lendários criadores das ilhas do Japão.

  •  O Pagode de Horiuji é o mais antigo do Japão. Os Pagodes começaram por ser construídos sobre relíquias sagradas associadas ao Buda. Horiuji tornou-se um centro famoso para o estudo do Budismo.






Austrália

Sexto país em extensão territorial, com 7 682 300 km2, a Austrália tem o litoral mais extenso do planeta. Por isso muitos a consideram um continente, e não parte da Oceania.
Banhada pêlos oceanos Índico e Pacífico, situa-se na mesma latitude do Sul e do Sudeste brasileiro, pois é atravessada pelo trópico de Capricórnio, que também passa pela cidade de São Paulo. Porém, enquanto o Brasil está a oeste do meridiano de Greenwich (hemisfério ocidental), a Austrália está no hemisfério oriental. Por esse motivo, as viagens aéreas entre Brasil e Austrália são longas e cansativas.
A Austrália divide-se administrativamente em seis estados (Austrália Ocidental, Austrália Meridional, Nova Gales do Sul, Queensland, Tasmânia e Vitória) e dois territórios (Território da Capital Federal, onde se encontra Camberra, e Território do Norte).

Desenvolvida

A Austrália é considerada uma nação rica, moderna e desenvolvida, muito mais pêlos seus indicadores socioeconômicos, como alto IDH (o segundo maior do mundo), baixa natalidade, alta expectativa de vida e elevada renda per capita, do que pela sua indústria nacional, pouco diversificada se comparada à européia, à japonesa, à norte-americana ou mesmo à brasileira.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), esse país teve acentuada expansão de setores industriais, como o siderúrgico. Porém sua industrialização consolidou-se após esse conflito, quando a Austrália se beneficiou da exportação e da utilização dos seus grandes e diversificados recursos minerais e energéticos, e de sua produção agropecuária. Minério de ferro (aço) e bauxita (alumínio), além de chumbo, manganês, prata, níquel, estanho, zinco, urânio, gás natural, ouro, cobre, carvão mineral, destacam-se entre os recursos minerais e energéticos australianos. Entre as matérias-primas agropecuárias, podemos citar a lã, a aveia, a cevada, o trigo, o algodão, a cana-de-açúcar e a uva.
O governo australiano foi o grande articulador da expansão industrial e facilitador da imigração que serviria de mão-de-obra para o país. Os principais setores industriais da Austrália, como o automobilístico, o metalúrgico, o siderúrgico, o petroquímico e o químico, são controlados por grupos estrangeiros, principalmente dos Estados Unidos.
A maior parte das exportações australianas é de origem primária (minérios e gêneros agrícolas), e o Japão é seu principal parceiro comercial, tanto nas exportações quanto nas importações, seguido dos Estados Unidos e da Coréia do Sul. A Austrália exportou aproximadamente 56 bilhões de dólares e importou 64 bilhões de dólares em 1998. A distribuição das indústrias acompanha a distribuição da população, estando, portanto, concentrada no Sudeste australiano, área com melhores condições climáticas, uma vez que grande parte do país apresenta clima desértico.
A Austrália está localizada em uma área estratégica do Pacífico, entre a América e a Ásia, que permite ao país não só exportar seus produtos primários para os países emergentes asiáticos, para o Japão, China e Estados Unidos, como também comprar manufaturados dessas nações. Fica, portanto, situada em uma estratégica área comercial, marítima e de importância geopolítica internacional. Em 1954, assinou o tratado militar de segurança, que ficou conhecido pela sigla Anzus {iniciais de Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos, em inglês), e desde 1993 faz parte do bloco econômico da Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico), que pretende a troca de mercadorias entre os países membros até 2020.
A Austrália é uma monarquia parlamentarista, cujo chefe de Estado é a rainha Elizabeth II, do Reino Unido. O chefe do governo é o primeiro-ministro John Howard. Em novembro de 1999, os australianos votaram pela manutenção desse status político.



Nova Zelândia

Assim como na Austrália, são os excelentes indicadores sociais - alta expectativa de vida, insignificante analfabetismo, baixa mortalidade infantil, garantia de uma boa aposentadoria, acesso aos benefícios sociais - que garantem a classificação da Nova Zelândia como nação desenvolvida. Sua indústria é pequena, pouco diversificada, abrange um restrito mercado consumidor de uma população de aproximadamente 4 milhões de habitantes e está direta-mente ligada a matérias-primas agropecuárias, como carne, laticínios e lã.
Mais de 70% de seus 12,5 bilhões de dólares de exportações, em 1998, eram provenientes de laticínios, do leite, da lã, da madeira, de carnes e peles. Seus principais parceiros comerciais são os Estados Unidos, a Austrália, o Japão e os países da União Européia. 

Provavelmente, os aborígines australianos (povos nativos) são os únicos a não ter orgulho de um país tão próspero. Os sobreviventes aborígines equivalem a apenas l % da população total.
Apesar da situação econômica privilegiada, a Nova Zelândia apresenta dois problemas sociais. O principal deles é a saída de jovens que buscam melhores empregos e oportunidades em países como os Estados Unidos, o Reino Unido e a Austrália.
Também é preocupante a situação da população nativa, os maoris. Recentemente, o governo amenizou o problema, devolvendo aos antigos habitantes parte do território que ocupavam antes da checada dos europeus.


Países Desenvolvidos do Norte (II): Europa


União Europeia



União Europeia (UE) é uma união económica e política de 27 Estados-membros independentes que estão localizados principalmente na Europa. A UE tem as suas origens na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA) e na Comunidade Económica Europeia (CEE), formadas por seis países em 1958. Nos anos de intervenção a UE cresceu em dimensão com a adesão de novos Estados-membros e em poder, por meio da adição de domínios políticos nas suas competências. O Tratado de Maastricht estabeleceu a União Europeia com o seu nome atual em 1993. A última alteração ao fundamento constitucional da UE, o Tratado de Lisboa, entrou em vigor em 2009.
A UE opera através de um sistema híbrido de instituições supranacionais independentes e de decisões intergovernamentais feitas e negociadas pelos Estados-membros. As mais importantes instituições da UE são a Comissão Europeia, o Conselho da União Europeia, o Conselho Europeu, o Tribunal de Justiça da União Europeia e o Banco Central Europeu. O Parlamento Europeu é eleito a cada cinco anos pelos cidadãos da UE.
A UE tem desenvolvido um mercado comum através de um sistema padronizado de leis que se aplicam a todos os Estados-membros. No Espaço Schengen (que inclui membros e não membros da UE) os controlos de passaporte foram abolidos. As políticas da UE têm por objetivo assegurar a livre circulação de pessoas, bens, serviços e capitais, legislar assuntos comuns na justiça e manter políticas comuns de comércio, agriculturapesca e desenvolvimento regional. A união monetária, a Zona Euro, foi criada em 1999 e é atualmente composta por 17 Estados-membros. Através da Política Externa e de Segurança Comum, a UE desenvolveu um papel limitado nas relações externas e de defesa. Missões diplomáticas permanentes foram estabelecidas em todo o mundo e a UE é representada nasNações Unidas, na Organização Mundial do Comércio (OMC), no G8 e no G-20.
Com uma população total de mais de 500 milhões de pessoas, o que representa 7,3% da população mundial,a UE gerou umproduto interno bruto (PIB) de 12,2 mil milhões de euros em 2010, o que representa cerca de 20% do PIB global, medido em termos deparidade do poder de compra.

História

Após o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Europa encontrava-se arruinada. A Alemanha estava destruída, em termos de vida humana e danos materiais. A França e Reino Unido, embora vencedoras frente à Alemanha no conflito, também tiveram perdas (menores que a Alemanha) que afetaram gravemente suas economias e seus prestígios a nível mundial. A declaração de guerra da França e do Reino Unido à Alemanha Nazista ocorreu em setembro de 1939. Uma vez que o conflito teve fim na Europa em 8 de maio de 1945, o regime alemão foi o responsável pelo início da guerra, já que sua política expansionista havia levado o país a ocupar e em alguns casos a anexar territórios de outros países europeus. A Alemanha, que perdeu parte considerável de seu território antes da guerra, foi ocupada por exércitos estrangeiros que dividiram o país em quatro partes.
Em anos posteriores, os ressentimentos e a desconfiança entre as nações europeias dificultavam uma reconciliação. Nesse contexto, o ministro francês das Relações Exteriores, Robert Schuman, defendeu decididamente a criação da Alemanha Ocidental, resultando na união de três zonas de ocupação controladas pelas democracias ocidentais, deixando de lado a zona ocupada pela União Soviética. Schuman, de origem germano-luxemburguesa, possuía três nacionalidades (francesa, alemã e luxemburguesa) durante diferentes momentos de sua vida. Isso lhe fez compreender a complexidade dos conflitos europeus e o desenvolvimento pronto de um interesse pela unificação europeia.
Em dia 9 de maio de 1950, cinco anos após a rendição do regime nazista, Schuman lançou um apelo à Alemanha Ocidental e aos países europeus que desejassem para que se submetessem a uma única autoridade comum em manejo de suas respectivas produções de aço e carvão. Este discurso, conhecido como Declaração Schuman, foi acolhido de maneira díspar dentro dos governos europeus e marcou o início da construção europeia, ao ser a primeira proposta oficial concreta de integração na Europa. Isto consistia em submeter as produções indispensáveis da indústria armamentista a uma única autoridade. Os países que participaram desta organização encontrariam uma grande dificuldade caso acontecesse uma guerra entre eles.
A declaração marcou o início de uma integração entre os estados nacionais europeus com um movimento em contraposição à tendência nacionalista anterior e às tensas rivalidades ocasionadas entre os estados da Europa. Esta nova realidade foi propiciada em grande medida pelo tradicional fim da hegemonia europeia sobre o mundo após a Segunda Guerra, que conscientizou os europeus de sua própria debilidade ante o surgimento de duas novas superpotências, Estados Unidos e União Soviética, que possuíam um poder superior ao do heterogêneo grupo de países europeus. Ademais, as consequências do conflito favoreceram aos cidadãos europeus o desejo de criar um continente mais livre e justo à medida que as relações entre países iam se desenvolvendo de forma pacífica, para evitar por todos os meios um novo enfrentamento entre os países europeus.


Federação Russa e CEI (Comunidade Independente dos Estados Unidos)




Símbolo da CEI
O fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), em 1991, proporcionou a independência de várias nações que a integravam. Porém, o vínculo estabelecido entre esses países gerou entre eles uma grande dependência nas relações políticas, militares e econômicas.

Nesse sentido, no dia 8 de dezembro de 1991, foi criada a Comunidade dos Estados Independentes (CEI), cujo principal objetivo era estabelecer um sistema econômico e de defesa entre as nações da extinta URSS. Os primeiros integrantes do bloco foram: a Rússia, a Bielorrússia e a Ucrânia. Posteriormente se integraram ao bloco, os seguintes países: Armênia, Azerbaijão, Cazaquistão, Moldávia, Quirquistão, Tadjiquistão, Uzbequistão, além do Turcomenistão, que atualmente é um membro associado à CEI. A Geórgia desligou-se do grupo em 2009, e os três países bálticos (Lituânia, Estônia e Letônia) são os únicos países que compunham a União Soviética que nunca fizeram parte da CEI.

A população da CEI é de aproximadamente 274 milhões de habitantes, sendo a Rússia, o país mais populoso – 140,8 milhões de habitantes. Em 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco foi de 587,8 bilhões de dólares.

A autonomia de cada nação é respeitada, não havendo, portanto, interferência de outros países nas questões políticas internas. Qualquer país pode abandonar a Comunidade dos Estados Independentes após ter anunciado essa intenção, desde que a mesma seja com um ano de antecedência.

Minsk, capital da Bielorrússia, é a cidade onde se localiza a sede da Comunidade dos Estados Independentes. A estrutura administrativa do bloco é composta por dois conselhos, sendo um formado por chefes de Estado e o outro por chefes de Governo, cujos encontros ocorrem a cada três meses.

A Federação Russa é a nação com maior destaque no bloco, pois apresenta grande importância no cenário econômico e geopolítico global. As nações, de um modo geral, estão estabelecendo relações econômicas com países fora do bloco, reduzindo os laços com os países integrantes da CEI.


Países dos Bálcãs

Os Bálcãs, ou Balcãs, ou ainda Península Balcânica, é o nome histórico e geográfico para designar a região sudeste da Europa que engloba a Albânia, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Grécia, a República da Macedônia, o Montenegro, a Sérvia, o autoproclamado independente Kosovo, a porção da Turquia no continente europeu (a Trácia), bem como, algumas vezes, aCroácia, a Romênia e a Eslovênia e a Áustria.
O termo deriva da palavra turca para montanha e faz referência à cordilheira dos Bálcãs, que se estende do leste da Sérvia até ao mar Negro. 
A Península Balcânica caracteriza-se por um relevo montanhoso pelo qual correm pequenos rios em várias direções, formando vales estreitos e planícies pouco extensas. Esse tipo de relevo reduz as áreas cultiváveis, que se limitam à um quinto da península.
Clima

As montanhas têm um impacto significativo no clima da península. As partes do norte e centrais dos Bálcãs têm um clima continental, caracterizado por invernos frios, por verões mornos, e pela precipitação bem-distribuída. O do sul e as áreas costais, entretanto, têm um clima mediterrâneo, com verões quentes, secos e invernos suaves, relativamente chuvosos.







terça-feira, 17 de julho de 2012

Crescimento econômico x Desenvolvimento Humano


A forma mais clássica e tradicional de se medir o crescimento econômico de um país é medir o crescimento de seu Produto Interno Bruto - PIB. Quando se pretende fazer comparações internacionais o método mais eficaz é o método da Paridade do poder de compra. Outros métodos que utilizam a taxa de câmbio geralmente sofrem enviesamentos devido à especulação do mercado cambial ou políticas cambiais. Além disso, a taxa de câmbio não têm em conta os produtos não transaccionaveis internacionalmente, como os serviços (barbeiro, alimentação, hotéis, saúde, etc.).
Convém distinguir crescimento econômico de desenvolvimento econômico: enquanto o primeiro se refere ao PIB, o desenvolvimento económico é um conceito que envolve outros aspectos relacionados com o bem-estar duma nação, como os níveis de Educação, Saúde, entre outros indicadores de bem-estar.





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Desenvolvimento humano, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é aquele que situa as pessoas no centro do desenvolvimento, trata da promoção do potencial das pessoas, do aumento de suas possibilidades e o desfrute da liberdade de viver a vida que eles valorizam. A publicação mais importante sobre o desenvolvimento humano é o Informe Anual Mundial sobre el Desarrollo Humano do PNUD.

O PNUD desenvolve dois importantes indicadores: um de desenvolvimento o índice de desenvolvimento humano, e outro de pobreza, o índice de pobreza multidimensional. 


                           

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Unipolaridade x Multipolaridade








                                                                                                                                                                                                A ordem unipolar, assume os Estados Unidos como hegemonia mundial. Alguns fatores sustentam essa ordem uns foram representativos em períodos anteriores, mas podem ainda revelar dominação , e outros que afloram mais contemporaneamente: a superioridade absoluta bélica estadunidense; seu poder econômico, que concentra cerca de um quarto das riquezas mundiais; a influencia do dólar; a propagação de sua cultura e modo de vida; e seu papel central na economia capitalista.



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A multipolaridade, no âmbito econômico pode se exemplificada com o G-8, podendo ser ampliado. Do ponto de vista geopolítico teriam papel decisivo os membros permanentes do conselho de Seguransa da ONU. Outro exemplo da multipolaridade é a constituição é a contituição de blocos regionais, que surgiram em decorrencia de reformas economicas impulsionadas pelo processo de globalização, pelo desenvolvimento das comunicações e pela ampliaçaodas trocas comerciais.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Velha Ordem Mundial


Dividida em duas fases: a da industrialização e a fase da ordem bipolar.






                                                             

A Inglaterra era a maior potencia mundial antes da Segunda Guerra Mundial, abasteceu os mercados mundiais com seus produtos industrializados;

A ordem bipolar caracterizada pela disputa hegemônica mundial (bélica, econômica, política e cultural). Periodo de Guerra Fria dividiu o mundo em países capitalistas (com influencias dos EUA) e socialista (influenciados pela URSS).



Abaixo mostrarei uma linha do tempo sobre os fatos mais importantes na Velha Ordem Mundial



Linha do Tempo


1945-Fim da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha foi divida em duas: A Republica Democrática Alemã (Alemanha Oriental), socialista, com capital de Berlim Oriental; e a Republica Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental), capitalista, com capital em Bonn.

1955-Conferência de Bandung, realizada na Indonésia, reuniu 29 países que não aceitavam a hegemonia norte-americana nem a soviética.

1961-Berlim foi dividida ao meio por um muro para impedir a livre circulação dos cidadãos da Alemanha socialista.

1980- A Guerra Fria e a ordem mundial bipolar sofreram alterações significativas com a queda do Muro de Berlim e a desintegração da então União Soviética.

1985- Mikhail Gorbatchev, introduziu mudanças no Estado Soviético e também nas relações internacionais entre a União Soviética e seus parceiros e entre ela o bloco capitalista.


1989- O mapa-múndi começou a sofrer profundas transformações no colapso do socialismo.

1991- A desintegração da Ex-URSS;
               O países bálticos(Letônia, Lituânia e Estônia) foram os primeiros a se tornarem independentes da es União Soviética.

Ordens Geopolíticas Mundiais

 A ordem geopolítica mundial é uma forma utilizada para melhor se compreender as transformações socioeconômicas e geopolíticas que ocorrem no mundo. Essa ordem define qual é ou quais são as grandes potencias e suas áreas de influencia em determinado momento histórico, quais são as disputas ou conflitos que ocorrem âmbitos político, militar, ideológico, econômico entre outros.
 Alguns autores caracteriza a ordem geopolítica mundial por uma situação provisoria de equilíbrio de forças entre os países e é definida pela atuação de uma potencia mundial de destaque no poder (ordem unipolar ou monopolar), duas potencias (ordem bipolar) ou varias potencias (ordem multipolar).

quarta-feira, 16 de maio de 2012





Globalização




A foto mostra a maioria das empresas mais globalizadas, muito interessante já que um dos conceitos da Globalização se dá como o processo de integração de mercados nacionais, facilmente observado por consumidores com acesso a produtos das mais diversas procedências.